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Palavra do Bispo Dom Manoel João Francisco "Celebremos Santa Ana"
28/07/2019 17:26 em Novidades

Palavra do bispoDom Manoel João Francisco

Celebremos Santa Ana

Em nossa Diocese de Cornélio Procópio, a Senhora, Santa Ana, é padroeira da Paróquia, no município de Sapopema e da Comunidade, no Distrito de Congonhas, em Cornélio Procópio. Em ambos os lugares, o povo tem grande devoção à sua Padroeira e, todos os anos, a celebram com efusivos festejos populares, além dos atos litúrgicos previstos.

         Na liturgia, Santa Ana é por determinação do Papa São Paulo VI, desde 1969, celebrada, juntamente com seu esposo São Joaquim, no dia 26 de julho. Antes da reforma litúrgica, prevista pelo Concílio Vaticano II, São Joaquim tinha uma celebração própria no dia 16 agosto.
         A Bíblia nada fala do casal Joaquim e Ana, pais da mãe de Jesus. Mas o povo os venera desde a antiguidade. Além do mais, como disse Jesus, pelos seus frutos se conhece a árvore. Uma árvore boa só pode dar bons frutos (Mt 7,17-20).  
Os escritos apócrifos descrevem com detalhes as virtudes de São Joaquim e de Santa Ana. Segundo, o Proto Evangelho de Tiago, Joaquim e Ana eram um casal abastado, mas ao mesmo tempo desapegados de seus bens. Dividiam seus rendimentos em três partes. A primeira era para atender as próprias necessidades, a segunda doavam aos pobres e. a terceira ofereciam a Deus, entregando-a no Templo. 
Apesar de muito piedosos, não lhes faltaram sofrimentos. Não tinham filhos e, por isso, eram mal vistos pela sociedade, principalmente pelas lideranças religiosas. Um dia, ao trazer sua oferenda ao Templo, Joaquim foi impedido pelo sacerdote Rubens com estas duras palavras: “Não te é permitido ser o primeiro a depositar tuas oferendas, porque tu não tens filhos”. Então, deprimido pela dor, Joaquim não voltou mais para casa. Retirou-se para o deserto, onde armou sua tenda. Ali jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, repetindo para si mesmo: “Eu não desistirei de me abster nem de comida, nem de bebida, até que o Senhor meu Deus me tenha visitado. Até lá, a oração será minha c omida e minha bebida.
Em casa, Ana chorava, tendo dois motivos para se lastimar. “Eu me afligirei por causa de minha viuvez e por causa de minha esterilidade”, dizia ela. Um dia passeando pelo jardim de sua casa fez esta oração: 
“Piedade de mim! Terei sido gerada, e fui dada à luz para me tornar maldita entre os filhos de Israel, a ponto de ser enxotada com ultraje do Templo do Senhor? 
Piedade de mim! A quem, afinal, eu me assemelho? Nem mesmo aos pequenos pássaros do céu. Os pássaros do céu são fecundos diante de ti, ó Senhor. 
Piedade de mim! A quem, afinal, eu me assemelho? Nem mesmo aos animais selvagens da terra. Os animais selvagens da terra são fecundos diante de ti, ó Senhor. 

 
Piedade de mim! A quem, afinal, eu me assemelho? Nem mesmo às águas que correm. As águas são fecundas diante ti, ó Senhor. 
Piedade de mim! A quem, afinal, eu me assemelho? Nem mesmo a esta terra que piso. A terra, a seu tempo, produzirá frutos e te bendirá, ó Senhor!”
Diante de tanta fé e dor, o Senhor veio em socorro de Joaquim e Ana, realizando em suas pessoas a profecia do salmista: “Os justos clamam e o Senhor os ouve e os salva de todos os perigos. O Senhor está perto de quem tem o coração ferido, salva os ânimos abatidos. Muitas são as desventuras do justo, mas de todas o Senhor os livra” (Sl 34(33)18-23).
No Brasil e em Portugal, no dia de Santa Ana e São Joaquim, comemora-se também o Dia dos Avós. É uma comemoração civil, mas tem todo o apoio da Igreja. 
O Papa Francisco, desde o início de seu pontificado não se cansa de mostrar que os avós são parte essencial da comunidade cristã e da sociedade.
Em 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude, por oportunidade da reza do Angelus: “A família é um lugar privilegiado para transmitir a fé! Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de São Joaquim e Sant’Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da fam&iacute ;lia e, em especial, entre crianças e idosos”.
         Numa outra oportunidade falou com muita ênfase, como aliás, é do seu feitio. “Bem-aventuradas as famílias que têm os avós próximos! O avô é pai duas vezes e a avó é mãe duas vezes. Nos países, onde a perseguição religiosa foi cruel, penso, por exemplo, na Albânia, foram os avós que levavam as crianças escondidas, para serem batizadas e transmitir-lhes a fé.
Confio à proteção de Sant’Ana e São Joaquim todos os avós do mundo, dirigindo-lhes uma bênção especial. A Virgem Maria que, segundo uma bela iconografia, aprendeu a ler as Sagradas Escrituras sobre os joelhos da mãe Ana, os ajude a alimentar sempre a fé a esperança nas fontes da Palavra de Deus”.

fonte dioceseprocopense.org.br

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