Bispos do regional Centro-Oeste da CNBB inauguram agenda de visitas Ad Limina este ano

Em visita que começou dia 10 e se estende até o dia 17 de fevereiro, os bispos do Centro-Oeste (Brasília e Goiás) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foram os primeiros a abrir a agenda de visitas ad limina ao Papa Francisco e aos org

Em visita que começou dia 10 e se estende até o dia 17 de fevereiro, os bispos do Centro-Oeste (Brasília e Goiás) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foram os primeiros a abrir a agenda de visitas ad limina ao Papa Francisco e aos organismos e dicastérios do Vaticano em 2020. Essa peregrinação a Roma, que acontece a cada cinco anos, é denominada de “Visita ad limina Apostolorum”, que significa no liminar, na soleira, nos limites ou estradas das Basílicas dos Apóstolos Pedro e Paulo, onde os bispos diocesanos visitam os sepulcros dos Apóstolos, conservados, segundo a tradição, na Cidade de Roma. Bispos visitam o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin. Foto: Arquivos do Centro Oeste CNBB O ponto alto da visita é o encontro com o Santo Padre. Os bispos também têm reuniões nos vários Dicastérios da Santa Sé. No Brasil, a visita é dividida por regionais e o Centro-Oeste está sendo o primeiro a cumprir este compromisso. O regional Sul 4 encerrará, em outubro, as visitas. No encontro com o Pontífice, os bispos apresentam um relatório sobre o estado pastoral das dioceses e ouvem seus conselhos. A visita ad Limina, para as Igrejas diocesanas é ocasião para consolidar os vínculos de fé, de comunhão e de disciplina com a Igreja de Roma. O encontro com o Santo Padre ocorreu de 10h30 às 12h45, da de terça-feira, dia 11 de fevereiro. O padre Francisco Agamenilton resumiu o encontro do seguinte modo: “O ambiente foi bastante familiar. Sentimo-nos como irmãos que se sentam para juntos conversarem sobre coisas importantes que tocam a vida pessoal e a missão de pastores responsáveis por um povo. A conversa foi muito espontânea”. O bispo de Luziânia (GO), dom Waldemar Passini Dalbello, e também membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico Catequéti, na condição de presidente do regional Centro Oeste apresentou ao Papa a síntese do pontos centrais para a Igreja nesta região. “Apresentei alguns traços da nossa região Centro-Oeste, o coração do Brasil, com esse grupo de bispos que inicia essa Visita Ad Limina”, disse. Ao final do encontro, o arcebispo de Goiânia (GO), dom Washington Cruz presenteou o papa Francisco com a imagem do Divino Pai Eterno e uma cópia da última edição da revista Uma voz no Centro-Oeste. O Santo Padre presenteou cada bispo com um terço, o livro Ascoltare e curare il cuore de Marcello Semerano e uma medalha de Nossa Senhora. Relatos sobre o encontro com o Papa sob o olhar dos bispos do Centro-Oeste Dom Nélio Domingos Zortea, bispo de Jataí (GO) “Palavra fundamental: familiaridade, proximidade. A maneira como o Santo Padre conduziu a nossa conversa, o nosso diálogo, foi como se faz numa conversa familiar. Um pai que está a instruir os seus filhos”. Dom Marcony Vinicius Ferreira, bispo auxiliar de Brasília (DF): “O Papa nos deixou muito livres para perguntarmos o que queríamos, para colocar o que queríamos. Nos acolheu muito bem no Palácio Apostólico e partilhou conosco, respondendo as nossas perguntas, nossas inquietações sobre a vida da Igreja nos dias de hoje. Então, estar com o Santo Padre além da alegria que todos sentem de estar com o Papa é igualmente fortificar nossa fé, é estar unido a Pedro, é ter uma resposta daquele que Cristo colocou como princípio de unidade e de comunhão da sua Igreja. ” Dom Francisco Rodrigues, bispo de Ipameri (GO) “A experiência nossa tem uma expressão muito grande com relação a comunhão. Experiência de fraternidade e proximidade do Santo Padre, muita cordialidade, muita simplicidade. Tudo isso gera uma segurança, uma tranquilidade para a gente. E mais ainda: a certeza de que a gente participa do ministério que nos é dado por Cristo Jesus numa perfeita comunhão eclesial estando em Roma ou estando em nossas Igrejas e comunidades. Então, esta foi uma experiência de comunhão”. Dom Washington Cruz, arcebispo de Goiânia (GO) “Realmente foi uma visita muito calorosa, muito espontânea. Quase todos os bispos falaram, fizeram suas perguntas e o Santo Padre respondeu com muita sabedoria. A gente estava muito tranquilo diante do Papa. Foi uma visita muito bela e peço a Deus que aquilo que o Papa nos disse possa ser objeto de muita reflexão e possa servir às nossas Igrejas Particulares, especialmente no que tange a Pastoral e no cuidado dos sacerdotes e dos seminaristas”. Dom Waldemar Passini, bispo de Luziânia (GO), presidente do Centro-Oeste “A experiência do encontro, em primeiro lugar, causou um grande sentimento de acolhida. O Santo Padre se mostrou extremamente acolhedor com cada um dos bispos. Já no início, na saudação inicial, e depois ao nos dar imensa liberdade para tocarmos em qualquer tema que fosse de nosso interesse. Portanto, foi um encontro que não tinha uma pauta. Ele não fez um discurso e nos disse algo que tinha preparado, mas dialogou conosco. Foi um momento de muita liberdade. Nó, os bispos, estávamos todos muito contentes de estarmos com o Papa Francisco e pudemos apresentar a ele as questões que iam surgindo, as mais sentidas, as mais importantes para nós, após uma introdução que eu fiz como presidente do regional, apresentando, indicando para ele alguns traços da nossa região Centro-Oeste, o coração do Brasil, com esse grupo de bispos que inicia essa Visita Ad Limina. Então, se somou a acolhida, a gentileza, a espontaneidade do Papa Francisco. A segurança, nós sentimos muita segurança na sua fala. O apoio para estarmos realmente atentos aos sinais do Espírito, a vivermos um discernimento contínuo; um chamado a prudência no governo das Igrejas, no sentido de estarmos sempre atentos aos sinais de vida, às solicitações, as portas que Deus vai abrindo no caminho da Igreja, em cada diocese para a evangelização”. Monsenhor Vanildo Fernandes da Mota, Administrador diocesano de Rubiataba-Mozarlândia (GO) “Eu esperava por esse momento. A alegria é muito grande no meu coração porque nós encontramos uma Papa que é pai, que é irmão, que tem um coração grande, misericordioso e que acolheu a todos nós do regional Centro-Oeste muito bem. Todos nós vamos voltar para as nossas dioceses com uma palavra de fé, de esperança, de confiança e sabedores que poderemos fazer coisas em nossas dioceses para fazer com que nossa Igreja seja mais alegre, mais viva, mais uma Igreja em saída, mais uma Igreja missionária. Eu estou muito feliz com esse momento vivido hoje pelo regional Centro-Oeste, essa visita com o Santo Padre, o Papa”. Celebração na Capela do colégio Pio Brasileiro, que pertence à CNBB Sentido da visita Ad Limina e a agenda dos próximos regionais da CNBB A visita é uma antiga tradição da Igreja e uma graça de Deus, pois permite aos bispos estarem reunidos juntos à Sé de Pedro. É voltar às fontes originais onde a vida e o carisma iniciaram o caminhar da Igreja, para reavivar e fortalecer o significado desses locais, na vida e na missão dos pastores da igreja de nosso tempo. Essa peregrinação também é uma visita de trabalho, de reuniões e de contatos que os bispos realizam junto à Santa Sé e seus diversos organismos, dicastérios (departamentos), conselhos e comissões pontifícias. Em diálogo com seus 18 regionais, a CNBB organiza o calendário de visitas por meio da Nunciatura Apostólica no Brasil. Aprovadas na última reunião do Conselho Permanente da CNBB, as datas foram enviadas a dom Giovanni d’Aniello, núncio apostólico no Brasil, que organizou a agenda de visitas junto ao Vaticano. Para facilitar o processo das visitas, regionais com menor número de dioceses foram agrupados em uma única visita e regional com maior número de dioceses foi dividido em dois, como é o caso do Sul 1. As datas são apenas referências para a organização na agenda do Papa Francisco. fonte CNBB

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