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Saiba como foi a visita do Papa à Igreja luterana em Roma
16/11/2015 16:21 em Novidades

Saiba como foi a visita do Papa à Igreja luterana em Roma

Papa visitou comunidade luterana neste domingo; ele reiterou o dom da unidade e a necessidade de pedir perdão pelos casos de divisão

Da Redação, com Rádio Vaticano 

Papa e pastor luterano na Igreja luterana em Roma / Foto: Reprodução CTV

Papa e pastor luterano na Igreja luterana em Roma / Foto: Reprodução CTV

“Houve tempos difíceis entre nós. Pensemos nas perseguições entre nós, com o mesmo Batismo. Pensemos em quantos foram queimados vivos. Devemos pedir-nos perdão por isso”. Essas foram palavras do Papa Francisco durante a visita na tarde deste domingo, 16, à Igreja Evangélica Luterana de Roma.

Deixando de lado o discurso escrito que tinha preparado, em sua meditação espontânea, partindo do Evangelho (Mt 25,31-46), que traz a parábola do Juízo final, Francisco ressaltou que as perguntas que Deus fará naquele dia não serão se as pessoas foram à missa ou se fizeram uma boa catequese. As perguntas serão acerca dos pobres, “porque a pobreza está no centro do Evangelho”, afirmou.

“Jesus é Deus? É verdade. É o Senhor? É verdade. Mas é o servo e a escolha. Ele fará sobre isso. Você, a sua vida, a viveu para si ou para servir? Para defender-se dos outros com os muros ou para acolhê-los com amor? Essa será a escolha de Jesus”.

Francisco disse também que o trecho proposto pelo Evangelho recorda que as pessoas são julgadas segundo sua proximidade concreta ao irmão em sua situação real, em sua condição. Isso pressupõe capacidade de atenção, de compaixão, de partilha e de serviço.

O Papa havia iniciado sua meditação ressaltando que Jesus, durante sua vida, fez muitas escolhas, e que esta seria a última escolha. “Jesus escolheu os primeiros discípulos, os doentes que curava, a multidão que o seguia e o seguia para escutar porque falava como alguém que tem autoridade, não como os doutores da lei que se pavoneavam”, disse.

“Hoje rezamos juntos, rezar juntos pelos pobres, pelos necessitados, amar-nos juntos, com verdadeiro amor de irmãos. ‘Mas padre, somos diferentes, porque nossos livros dogmáticos dizem uma coisa e os de vocês dizem outra…’ Mas um grande dentre vocês (um teólogo, ndr) disse uma vez que existe a hora da diversidade reconciliada. Peçamos hoje esta graça, a graça desta diversidade reconciliada no Senhor, isto é, no servo de Javé, daquele Deus que veio até nós para servir e não para ser servido.”

O atentado na França

No início do encontro, antes da proclamação do Evangelho, houve um momento de conversação espontânea com os fiéis da igreja luterana, na qual, respondendo a algumas perguntas, Francisco referiu-se também aos atentados na capital francesa, na última sexta-feira, 13.

“O egoísmo humano quer defender-se, defender o próprio poder, o próprio egoísmo, mas naquele defender-se se distancia da fonte de riqueza”, disse o Bispo de Roma respondendo à pergunta de uma fiel protestante.

Francisco também se referiu Pa fala do pastor Jens-Martin Kruse, que na saudação ao Pontífice havia falado dos atentados na França. “Também em Paris vimos corações fechados, e também o nome de Deus é usado para fechar os corações. O que fazer?”, perguntou. Para Francisco, o antídoto é claro: “Falar claro, rezar e servir”.

“Aquilo de que mais gosto como Papa é ser pároco, mas também estar com as crianças, falar com elas, porque se aprende muito com elas”. Com essas palavras, Francisco respondeu à pergunta de uma criança de nove anos, durante a conversação com a comunidade evangélica.

fonte cancaonova.com

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