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Natal - Por Dom Manoel João Francisco
27/12/2017 - 19h55 em Novidades

Natal - Por Dom Manoel João Francisco

 

 

Estamos vivendo o tempo de Natal. É impossível pensar no Natal sem pensar na família. Em qualquer país do mundo, no Natal as famílias se reúnem para festejar. Jesus, ao assumir a natureza humana e se fazer gente como nós, escolheu viver em família. Também ele, quis ter um pai e uma mãe. Fundamentada nesta relação entre Natal e família, a Igreja celebra no domingo imediatamente após o Natal a festa da Sagrada Família. Esta mesma relação inspirou o Pe. Zezinho a dizer em seu canto: "Que bom seria, se o Natal não fosse um dia, se as mães fossem Maria e se os pais fossem José e se nós todos parecêssemos com Jesus de Nazaré". Mesmo que pareça muito "normal", não deixa de ser extraordinário o fato de o Filho de Deus ter tido pais e passado grande parte de sua vida numa família.

            No pensamento de Deus a família é constituída por um homem e por uma mulher que, por sua vez, estabelecem uma comunhão de vida indissolúvel. A Bíblia é muito clara neste sentido e afirma diversas vezes: "Por isso, o homem abandona pai e mãe, junta-se a sua mulher, e já não são dois, mas uma só carne". Mais tarde, Jesus, retomando este mesmo ensinamento, acrescenta: "Não separe o homem o que Deus uniu". Diante do espanto dos seus ouvintes que se sentiam autorizados por Moisés a abandonar suas mulheres, Jesus esclarece que a permissão de Moisés fora dada por causa da "dureza dos corações". De fato, um coração obstinado, entregue aos próprios caprichos é capaz de cair nas paixões mais aviltantes. As mentes se tornam depravadas, a ponto de substituírem as relações naturais por outras antinaturais (Rm 1,25-32), de chamarem de bem ao mal e de mal ao bem, de considerarem as trevas luz e a luz trevas, de confundirem o amargo com o doce e o doce com o amargo (Is 5,20). Embora conheça os ensinamentos de Deus, a pessoa de "coração endurecido", além de praticar o mal, aprova e incentiva os que também o praticam.

            “O mundo em que vivemos debate-se e padece de muitas dores e males. A violência grassa em todas as esferas da sociedade, a começar da família. Dados do IBGE indicam que 63% das agressões físicas contra as mulheres acontecem dentro de suas próprias casas.

Com frequência, achamos que a violência é própria das classes sociais menos favorecidas, com baixo poder aquisitivo e escolarização deficitária. Este modo de pensar, mais uma vez, faz do pobre o vilão da história. No entanto, no chamado primeiro mundo, em países com alto padrão de vida, como a Escócia, a Dinamarca e a Suécia, também há violência, de modo especial, violência doméstica.

A verdadeira causa da violência está, com certeza, na ausência de valores ou, para ser mais claro, na ausência de Deus. É preciso que se volte a ensinar para nossas crianças os princípios básicos que estão na Bíblia. É preciso mostrar a importância do amor e do respeito à vida. O melhor ambiente para esta transmissão de valores, sem dúvida, é a família.  Na medida em que pais e filhos se reúnem, tiram tempo para se "curtir", dialogar e rezar, dando mais espaço para Deus, para a fé e para a religião, certamente muitos males deixarão de ser praticados”.

Muitos psicólogos, psiquiatras, terapeutas, sociólogos, juristas, antropólogos, pedagogos e tantos outros profissionais, hoje, não têm medo de afirmar a importância e o valor da família na formação de uma pessoa equilibrada e ajustada na sociedade. Dizem estes profissionais que a geração de nossos avós foi a geração dos autoritários. Acabou criando uma geração de sufocados. Insatisfeita, a geração de sufocados quis agir de forma diferente com seus filhos. Formou a geração dos folgados. Esta é uma geração que cresceu fazendo tudo o que tinha vontade de fazer. Dela nasceram os tiranos que não respeitam mais ninguém. Por qualquer coisa partem para a violência, inclusive contra si mesmo, apelando para o suicídio. Advogam estes profissionais a volta de ambientes familiares onde sejam ensinadas aos filhos as regras mínimas de ética pública e privada.

            Estamos celebrando o Natal. Lembramos que Cristo entrou na história da humanidade através da família. Poderia ter sido diferente? Claro que sim. Mas então, por que Deus escolheu a família para enviar seu Filho ao mundo? A escolha de Deus, com certeza, aponta para o valor da família.

Que este Natal seja uma oportunidade para nos encontrar como família, estreitar nosso amor, nosso afeto e, renovando nossa fé, permitir uma presença mais explícita de Deus em nosso lar.

 

                        Um abraço e feliz Natal a todos.

                         Dom Manoel João Francisco

fonte dioceseprocopense.org.br

 

 
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